Scuticaria novaesii

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Scuticaria é um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae). É composto por nove espécies de flores vistosas e longas folhas cilíndricas geralmente pendentes, epífitas, ocasionalmente rupícolas ou terrestres, de crescimento cespitoso e pendente, ou reptante e ascendente, que existem em diversos pontos isolados da América do Sul, no Equador, Serra do Mar e da Serra da Mantiqueira e Amazônia, tanto em lugares sombrios como ensolarados.

O gênero Scuticaria esteve classificado junto às Maxillaria por décadas mas estudos recentes parecem indicar que na realidade relacionam-se mais com as Bifrenaria. Apesar de sua aparência interessante, são espécies raramente vistas na natureza, e, por seu cultivo complicado, também incomuns em coleções particulares e exposições. Não se conhecem utilizações para estas plantas além de sua cultura ornamental. Por ser um gênero bem estabelecido, formado por poucas espécies, sobre as quais quase não pairam dúvidas de identidade, pouco se tem estudado ou publicado sobre elas nas últimas décadas.

Apesar de poucas, as espécies de Scuticaria habitam climas variados e encontram-se distribuídas de maneira bastante irregular em todos os países do norte da América do Sul ao norte da Bolívia, esta excluída, e também áreas da mata atlântica no Brasil. Nenhuma das espécies é encontrada em abundância na natureza, sendo apenas ocasionais ou raras.

A espécie com maior área de dispersão é a Scuticaria steelei que habita as campinas abertas nas áreas mais elevadas da Amazônia central, as chamadas matas de terra firme, até oitocentos metros de altitude.[1] Apesar da extensa área ocupada por esta espécie, não se trata de planta frequentemente encontrada.[2] Outra espécie encontrada na Amazônia, porém em área bem mais restrita, apenas na Guiana e em locais cuja altitude é menor e umidade maior, é a Scuticaria hadwenii variedade dogsonii.[3]

Em área quase contínua da Amazônia porém já no sudeste do Equador, quase no início dos Andes, em florestas úmidas ligeiramente mais frias, nas encostas das montanhas até 1.300 metros de altitude encontra-se endêmica, a Scuticaria salesiana.[4] Nas mesmas condições porém em área maior, que abrange o sudeste do Equador e nordeste do Peru, a S. peruviana.[5] Todas as espécies amazônicas são sempre epífitas.

As espécies restantes habitam a área ocupada pela mata atlântica brasileira. A única espécie dispersa por diversos estados é a Scuticaria hadwenii, nas matas úmidas da Serra do Mar desde Santa Catarina até a Bahia,[6] geralmente encontrada vivendo epífita a meia altura nos grossos troncos das árvores.[7] Outra espécie ocasionalmente encontrada, porém em regra vivendo de modo rupícola sobre pedras e amontoados de folhas nas áreas montanhosas e iluminadas de São Paulo e Rio de Janeiro, é a S. strictifolia.[8]

A Scuticaria irwiniana, segunda e última espécie rupícola, existe apenas nas montanhas do estado de Minas Gerais, encontrada em locais iluminados ou mais sombreados até cerca de dois mil metros de altitude.[9] Duas são as espécies do Estado do Espírito Santo, S. novaesii e S. kautskyi, endêmicas de áreas restritas nas matas secas do interior.[10] A espécie restante, S. itirapinensis, foi encontrada apenas uma ou duas vezes nas matas secas do centro-oeste do estado de São Paulo, em local já amplamente desmatado pela agricultura, próximo de Itirapina. Não há registros ou relatos desta espécie, seja na natureza, seja em cultivo, nos últimos vinte cinco anos. Especula-se sobre a possibilidade de estar extinta.

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